16 de Junho de 2008

Marcha-atrás: Magny-Cours 1999



Está a chegar mais um fim de semana de grande-prémio e desta vez disputa-se o GP de França, na pista de Nevers Magny-Cours, no que poderá ser o ultimo GP disputado nesse circuito. Aproveito assim para recordar aquela que foi a melhor corrida disputada no traçado francês, no ano de 1999.
Num fim-de-semana chuvoso, que previa já que a corrida fosse uma verdadeira lotaria, foi logo em qualificações que o pelotão se baralhou, com uma grelha de partida inédita. Rubens Barrichello partia do primeiro lugar na grelha de partida, dando à Stewart-Ford a sua primeira e única pole-position. Jean Alesi, na Sauber-Petronas partia do segundo lugar e Olivier Panis colocava o seu Prost-Peugeot no terceiro lugar, mas já a dois segundos do melhor tempo! Quantos aos favoritos? M. Schumacher no Ferrari nº3 é 6º, Hakkinen, campeão do mundo em título (que fará uma das mais belas corridas da carreira) coloca o seu McLaren-Mercedes num miserável 14º lugar e Irvine no outro Ferrari é 17º. Coulthard salva-se, qualificando o seu McLaren em 4º lugar.
O grande-prémio arranca em pista seca, com Barrichello na liderança, por seis voltas, até que Coulthard toma por sua vez a liderança. O ritmo imposto pelo escocês na McLaren é altíssimo e após 3 voltas já tem 8 segundos de vantagem, mas por pouco tempo. Um problema eléctrico tira Coulthard da corrida. A fiabilidade das flechas de prata começa a ser um problema sério.
Assim, Barrichello retoma a liderança, seguído de Alesi, enquanto Hakkinen continua a sua cadeia de ultrapassagens. Passa M. Schumacher, Frentzen é o próximo e já se aproxima da liderança, tudo isto em pista seca. Mas não por muito tempo. A chuva começa a cair na 21ª volta e dá conta de metade do pelotão. Os homens da frente estão a iniciar a volta, têm de completá-la à chuva e com pneus para piso seco antes de poderem ir às "boxes". Assim quem beneficia é Frentzen, que entra para mudar de pneus e encher o deposito de combustível ao nível máximo, uma táctica que acabará por lhe valer a vitória.
Alesi, sai da prova após um peão. O "safety-car" entrou tarde demais para ele. Este último estará em pista durante 10 voltas, tempo para a pista voltar a ser minimamente segura. Sai o "safety-car", Hakkinen ataca Barrichello e acaba por ficar com a frente do McLaren a apontar para o lado errado da pista: perde 5 lugares.
De seguida é a vez de Michael Schumacher atacar o primeiro lugar. Após uma bela luta, Barrichello acaba por ceder e o alemão toma a liderança. Com problemas na mudança de velocidades volta aos "stands" e troca de volante e de pneus. Cai para 6º.
Após o seu peão, Hakkinen já voltou à frente da corrida em terceiro lugar, num grupo liderado por Barrichello, seguido de Frentzen. No entanto, o finlandês e o brasileiro têm de efectuar mais uma paragem, o Jordan de Frentzen está atestado para ir até ao fim da corrida. Toma o primeiro lugar e a vitória. No pódio seguem-se Hakkinen, segundo e Barrichello, terceiro. Nos pontos seguiram-se R. Schumacher, que aproveitou os problemas do irmão e das ordens da Ferrari para que Irvine ficasse atrás de M. Schumacher, para tomar o quarto lugar em frente aos dois Ferrari. Após uma qualificação que prometia um excelente resultado, os Prost-Peugeot acabaram por ser os mais injustiçados da tarde ao acabar à porta dos pontos, com Trulli e Panis a ficarem em 7º e 8º respectivamente.

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